Por Redação com Ascom MPF
Em meio às fortes chuvas que atingiram a região nesta quarta-feira, 2, o Ministério Público Federal (MPF) realizou uma inspeção nas moradias da comunidade indígena Wassu Cocal, em Joaquim Gomes, e constatou a existência de diversas casas de taipa em condições precárias e vulneráveis.
A visita ocorreu após uma reunião na aldeia, coordenada pelo procurador da República Eliabe Soares, que discutiu demandas urgentes da comunidade com representantes do poder público e lideranças indígenas.
Durante a inspeção, foi verificada a falta de infraestrutura adequada, o que expõe as famílias a riscos iminentes. “Quem sabe onde aperta o sapato é quem calça. Estou vendo a hora da minha neta ser soterrada”, desabafou a moradora Maria Augusta. Além da fragilidade estrutural das habitações, a ausência de saneamento básico agrava ainda mais a situação.
Na reunião, foi confirmado que o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) já possui um levantamento preliminar indicando a existência de mais de 100 casas de taipa espalhadas pelo território. A Prefeitura de Joaquim Gomes comprometeu-se a consolidar esses dados em até 10 dias para que possam embasar projetos de melhoria habitacional na comunidade.