Por Redação
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) requereu a condenação de 77 anos e cinco meses de prisão para o influenciador digital Kel Ferreti, acusado de liderar uma organização criminosa envolvida em fraudes estruturadas, exploração de jogos de azar on-line, lavagem de dinheiro e manipulação de rifas.
A denúncia, apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), é fruto da Operação Trapaça, deflagrada em dezembro de 2023, e envolve outras sete pessoas, com penas que, somadas, podem ultrapassar 250 anos de prisão.
O esquema tinha como base o “Fortune Tiger”, popularmente conhecido como “jogo do tigrinho”, divulgado amplamente por influenciadores.
Segundo o Gaesf, Kel Ferreti — ex-policial militar — promovia links de apostas e rifas supostamente manipuladas, ostentando nas redes sociais uma vida de luxo financiada por atividades ilícitas. A investigação identificou que sorteios realizados pelo grupo eram fraudados para beneficiar seus próprios integrantes, enganando vítimas com falsas promessas de prêmios e ganhos fáceis.