Por Redação
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o ex-presidente Fernando Collor cumpra prisão domiciliar, devido à sua idade (75 anos) e a problemas de saúde, como Doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar. A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Collor está preso desde a semana passada por decisão de Moraes, confirmada pelo plenário do STF. Embora o presídio em Maceió tenha alegado que é possível tratar Collor no sistema prisional, Gonet considerou mais adequado conceder prisão domiciliar por razões humanitárias.
Por outro lado, Gonet rejeitou o pedido da defesa para reconhecer a prescrição do crime de corrupção passiva. Collor foi condenado em 2023 a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso da BR Distribuidora, investigado na Lava-Jato. Após novo recurso, Moraes decidiu que ele tinha caráter protelatório e autorizou o início da pena em regime fechado.