Fraude na cota de gênero no PDT de Marechal Deodoro pode levar à cassação de chapa com três vereadores eleitos

O PDT de Marechal Deodoro enfrenta acusações de fraude na cota de gênero após suspeitas de candidaturas "fantasmas" em 2024, com possíveis consequências legais que podem ameaçar os mandatos de seus vereadores eleitos.

19/02/2025 06:46

Redação 

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Marechal Deodoro enfrenta suspeitas de fraude na cota de gênero durante as eleições de 2024, após denúncias envolvendo as candidatas Sonielly Moreira e Eliane da ONG. Ambas receberam R$ 5 mil do diretório nacional do partido, mas apresentaram resultados que levantam dúvidas sobre a real intenção de suas candidaturas e o cumprimento da legislação eleitoral.

Sonielly Moreira obteve apenas 24 votos e, em suas redes sociais, não há registros que demonstrem uma campanha ativa ou esforço real para conquistar o eleitorado. O mesmo ocorre com Eliane da ONG, que teve 20 votos e também carece de qualquer evidência de campanha eleitoral consistente.

Essas candidaturas “fantasmas” são apontadas como estratégia para cumprir formalmente a cota de gênero prevista na legislação eleitoral, que exige que pelo menos 30% das candidaturas sejam femininas. No entanto, na prática, essas candidaturas parecem ter servido apenas para maquiar o descumprimento da lei, o que caracteriza fraude eleitoral.

Uma ação semelhante contra o PDT em Maceió resultou em processo judicial que pode cassar toda a chapa do partido por fraude à cota de gênero. Caso a Justiça Eleitoral de Marechal Deodoro siga o mesmo entendimento, os três vereadores eleitos pelo PDT na cidade podem perder seus mandatos.

Notícias Relacionadas