Filhos deixaram corpo de pai em casa por até 2 anos para receber INSS

04/06/2025 15:28

Por Redação com Metrópoles

O caso do idoso mantido dentro de casa em estado de decomposição pelo casal de filhos, ganhou repercussão nacional. Agora, mais um capítulo do crime macabro aponta para o tempo em que o corpo foi mantido dentro da residência para que os autores mantivessem o recebimento de benefícios dos INSS. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Dário Antônio Raffaele D’Ottavio, 88 anos, morreu em um período entre seis meses e dois anos.

Ele foi encontrado em estado avançado de decomposição na Ilha do Governador, na zona norte. “Trata-se de cadáver do sexo masculino, em decomposição avançada, com intervalo perimortem que pode variar entre seis meses e dois anos”, analisa o laudo.

 
De acordo com documento, o corpo não apresenta sinais que indiquem uma morte violenta, mas também não foi possível determinar a causa do falecimento “pelo estado de decomposição”.

As conclusões foram compatíveis com os depoimentos dados por testemunhas na 37ª DP (Ilha do Governador), as quais afirmaram que não viam o idoso há cerca de dois anos, comprovando a hipótese de que o corpo permaneceu no imóvel por longo período.

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