Por Redação
A Justiça do Trabalho de Alagoas determinou o bloqueio de R$ 84 mil do espólio de Pedro Collor de Mello, falecido em 1994, para pagar parte de uma dívida trabalhista da Gazeta de Alagoas, ligada à Organização Arnon de Mello (OAM). A decisão, tomada pelo juiz Alan da Silva Esteves da 7ª Vara do Trabalho de Maceió, utilizou o Sisbajud para executar o bloqueio em abril. O valor corresponde a uma parcela dos R$ 345 mil devidos a uma ex-funcionária demitida em 2019.
Apesar de registros indicarem que Pedro detinha 5,14% das ações da empresa, sua família afirma que ele foi retirado da sociedade após sua morte, embora sem formalização. A defesa alega que o espólio não foi intimado e que a inclusão no processo é indevida.
A OAM enfrenta recuperação judicial desde 2019, com dívidas superiores a R$ 100 milhões. Outros membros da família Collor já foram alvos de bloqueios e penhoras. Fernando Collor, por exemplo, teve bens penhorados e valores irrisórios encontrados em suas contas. Sua esposa e outros parentes também foram afetados. Após a condenação de Fernando Collor pelo STF, credores pedem seu afastamento da gestão da OAM.