Padre de Maceió nega desvio de R$ 3 milhões em projetos sociais

28/05/2025 07:17

Por Redação

O cônego Walfran Fonseca dos Santos está sendo processado civilmente pela Arquidiocese de Maceió, acusado de omissão na prestação de contas de R$ 3,1 milhões repassados entre 2018 e 2024. Os recursos deveriam ter sido usados em ao menos dez projetos sociais voltados à capacitação profissional e reinserção de pessoas em situação de vulnerabilidade, através da Fundação Recriar, da qual Walfran era diretor tesoureiro.

Walfran nega as acusações e afirma que todos os convênios foram devidamente registrados nos sistemas federais SINCOV e Transferegov, e que não há inadimplência ou irregularidade financeira. Segundo ele, a cobrança é infundada e seu histórico na Arquidiocese sempre foi pautado pela ética e responsabilidade.

Além da ação civil, o religioso é investigado por supostas irregularidades na administração da Associação Beneficente Paróquia de Santo Antônio, que teria movimentado cerca de R$ 14 milhões, e responde a um processo no Ministério Público Federal por crime ambiental relacionado à extração irregular de areia em um terreno da Igreja.

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