Por Redação
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) enfrenta a pior crise orçamentária de sua história e pode não conseguir manter suas atividades além de setembro de 2025. Durante reunião com servidores, sindicatos e gestores, a reitoria expôs que, com o orçamento atual e as restrições dos decretos federais, a universidade só consegue operar com 1/18 do orçamento por mês — cerca de R$ 4,4 milhões — valor insuficiente diante de um custo mensal mínimo de R$ 6 milhões.
Com uma redução real de 5% no orçamento e um déficit acumulado de mais de R$ 15 milhões, a Ufal já realizou cortes profundos, incluindo demissões de terceirizados, suspensão de obras e cortes em contratos de limpeza, segurança e transporte. A assistência estudantil foi preservada, mas obras de acessibilidade e infraestrutura seguem inviáveis.
O reitor Josealdo Tonholo fez um apelo ao governo federal e à sociedade, afirmando que a Ufal resiste, mas está “no limite da sobrevivência”. A reitoria também anunciou uma reunião com os estudantes para engajá-los na mobilização em defesa da universidade.


