
Por Redação com Estadão Conteúdo
O paulista Geraldo Vaz Junior, de 58 anos, enfrenta um caso extremamente raro: ele recebeu, em março de 2023, um fígado transplantado que já continha câncer. Meses depois, exames identificaram adenocarcinoma no órgão transplantado, e recentemente a doença evoluiu para metástase no pulmão.
A esposa de Junior, Márcia Helena Vaz, afirma que o casal luta por transparência e investigação sobre o que ocorreu. “Não cabe, nesse caso, um silêncio institucional. Isso dá margem para que o erro continue acontecendo”, disse.
O diagnóstico de que o tumor veio do fígado transplantado foi confirmado por exames de DNA analisados pela especialista em medicina legal Caroline Daitx.
“Cada pessoa tem uma ‘impressão digital genética’ única. Esse exame comparou o DNA do câncer com o DNA do Geraldo e com o da doadora. O resultado foi conclusivo: as células do tumor têm o DNA do doador, não do paciente”, explicou Caroline.